Ajuga iva

Nome cientifico: Ajuga iva (L.) Schreb. var. iva
Nome vulgar: Erva-crina; Iva-moscada;

Local: Mata das Mestras

Encontrei esta pequena herbácea em solo argiloso, à beira de um caminho na Mata das Mestras. Foi mesmo por acaso que a encontrei, quando me baixei para fotografar um tomilho. Não teria mais que 2 ou 3 cm de altura e foi a flor branca que me chamou a atenção.
E se em principio, ao identificá-la, achei curioso ser uma Ajuga, já não apreciei nada, logo a seguir ver o "iva" :)))

Esta herbácea vivaz, multicaule de base lenhosa, pode atingir entre 4 e 15cm de altura.
As folhas oblongas e estreitas com 1,5 a 7mm de largura são pubescentes e podem ser planas ou com margens revolutas.
A corola pode ter cor rosada, amarela, creme ou branca com pintas púrpura.
Podemos encontrá-la na região mediterrânica e macaronesia.

Omphalodes linifolia

Nome cientifico: Omphalodes linifolia (L.) Moench
Nome vulgar: ?

Local: Serra d'Aire e Candeeiros

Pequena planta herbácea da família dos miosótis, que se distribui pela Península Ibérica e SW de França. É anual, com apenas 15 a 40cm de altura e tem as folhas serrilhadas.
Tem as flores brancas, mas encontrei algumas flores que apresentavam uma muito ténue coloração azulada.
Foto de Sónia Martins ;))
Encontra-se em prados, pastagens, sítios secos, solos rochosos, calcários (como foi este o caso) e incultos.

Percurso Botânico do Paúl ao Rio de Tornada

Dia 21 de Abril
Inicialmente previsto para dia 14, mas adiado devido ao mau tempo do fim de semana passado.

Percurso Botânico do Paúl ao Rio de Tornada

Requer inscrição através do site da Associação PATO (ver no link acima)

Inclui visita guiada ao Paúl de Tornada
Visita ao Moinho das Carrascas
Observação da vegetação existente ao longo do percurso
E... quem sabe uma surpresa reconfortante ;)))

Carex riparia

Nome científico: Carex riparia Curtis
Nome vulgar: Junco

Local: Paúl de Tornada

É uma planta de meios aquáticos com as gemas de renovo enterradas no leito.
Forma tufos altos com cerca de 1 a 1,5m de altura. 
Pussui espiguetas masculinas (castanhas) e espiguetas femininas (brancas).

Salix atrocinerea

Nome cientifico: Salix atrocinerea Brot.
Nome vulgar: Borrazeira-preta; Salgueiro-preto

Local: Paúl de Tornada

Este arbusto ou pequena árvore de até 15m de altura, é característico das margens dos rios e das zonas húmidas e alagadas.
Tem folhas alternas, obovadas, com a página inferior glauca e a página superior de um verde mais escuro, que lhe dá o tom e o nome, em contraste com a borrazeira-branca.

Amentos femininos já a abrir e espalhar a semente.

Coronilla glauca

Nome cientifico: Coronilla glauca L. syn.: Coronilla pentaphylla sensu Willk.
Coronilla valentina L. subsp. glauca (L.) Batt. in Batt. et Trab.
Nome vulgar: Pascoinha; 


Local: Alcobaça


Por esta altura, perto da Páscoa, a exuberante floração amarela que podemos ver nos nossos matos é quase de certeza da Pascoinha. De Março até Julho é a sua época de floração.

Podemos encontrá-la em terrenos incultos e à beira de estradas e caminhos, com preferência pelos solos calcários e argilosos.
Da família das Leguminosas, também é usada como planta ornamental em jardins e parques públicos.


Viola riviniana

Nome cientifico: Viola riviniana Rchb. syn.: Viola canina L. raça riviniana (Rchb.) Samp.
Nome vulgar: Violetas-bravas; Bonelas


Local: Alcobaça
É normal encontrarmos estas pequenas herbáceas ao longo do caminhos que atravessam os bosques, prados e taludes sombrios. Porém não gosta de solos ácidos nem muito húmidos.
É uma herbácea vivaz e podemos encontrá-la em flor desde Março a Agosto.
Sendo a sua flor muito semelhante à Viola odorata, distingue-se desta pela ausência de odor e pela disposição das folhas, que na V. odorata estão todas na base da planta.

Cynoglossum clandestinum


Nome cientifico: Cynoglossum clandestinum Desf. syn.: Cynoglossum officinale Brot.
Nome vulgar: Cinoglossa-de-flor-fechada

Local: Serra do Bouro; Óbidos
Por esta altura, Março, podemos encontrar esta discreta planta herbácea em sítios incultos e secos.
À primeira vista parece uma planta a preparar-se para exibir a sua floração violeta, mas na realidade ela já está em plena floração e daqui não esperemos mais exuberância :)
A razão é que as suas flores não se abrem...

É uma herbácia bianual, da família da borragem, com distribuição pelo W da região mediterrânica, com época de floração de Fevereiro a Junho.
Como é caracteristica desta família, toda a planta tem penugem e particularmente nesta espécie até os lóbulos da face externa da corola têm pelos.
 As partes jovens da planta apresentam o indumento dourado.

Narcissus bulbocodium spp. obesus

Nome cientifico: Narcissus bulbocodium subsp. obesus (Salisb.) Maire syn. N. obesus Salisb.
Nome vulgar: Campainhas-amarelas; (Hoop-petticoat Daffodil)

Local: Salir do Porto

Está a fazer 4 anos que encontrei o Narcissus bulbocodium na Serra do Picoto, Columbeira, Bombarral.
Apercebi-me entretanto de referências a um N. obesus e encontrei-o agora em Salir do Porto.



Distingue-se, entre outros pormenores, pelas suas folhas estreitas e prostradas, cilindricas, compridas e contorcidas, em oposição ao N. bulbocodium que tem as folhas erectas.

Tem os caules uniflorais mais curtos encimados por grandes flores.

Podemos encontrá-lo na Peninsula Ibérica e Marrocos em pastagens, solos secos, ricos em calcário ou pouco ácidos.


Jonopsidium acaule

Jonopsidium acaule ou Ionopsidium acaule está em floração agora em Fevereiro.

Apesar de ser um espécie considerada de protecção prioritária pela Convenção de Berna e pela Directiva Habitats, parece que, tal como está escrito nesta página da SPB, esta pequena beleza não será assim tão rara.
De facto encontrei-a em 'abundância', considero eu, ao longo dos vários kms percorridos na zona de Salir do Porto.

Pequenos acasos



Há dias, um investigador português, abordou-me no sentido de saber onde encontrar esta planta, Araujia sericifera. A razão é que, por se tratar de uma Asclepiadaceae, é um dos alimentos preferidos das borboletas Monarca, objeto do seu estudo.


Quis o acaso que passados poucos dias, uma enorme Araujia surgisse à minha frente carregada de frutos :)


Surge-me então uma outra curiosidade: quem é esta 'Monarca'?


Para mim até agora, era apenas a borboleta célebre por fazer a migração entre a América do Norte e o México. De facto, parece que percorrem cerca de 3200 km, vindas do Canadá e dos Estados Unidos, chegando ao México para passarem o Inverno na Reserva da Biosfera Borboleta-monarca e aí se reproduzirem.

Mas a Wikipédia sabe sempre mais um pouco :))



"
A borboleta-monarca (Danaus plexippus) é uma borboleta da família dos ninfalídeos, da subfamília dos danaíneos, de ampla distribuição nas Américas. Tais borboletas têm cerca de 70 mm de envergadura, asas laranjas com listras pretas e marcas brancas.
Há indícios de que a espécie poderá estar colonizando o sul de Portugal.


A borboleta monarca começa a sua vida como um ovo posto por uma fêmea adulta numa folha de planta de serralha, Asclepias syriaca. É do tamanho da cabeça de um alfinete quando o ovo choca, 3 a 12 dias depois, a pequena larva ou lagarta com riscas brancas, amarelas e pretas, tem oito pares de pernas curtas para trepar e partes da boca desenhadas para mastigar folhas. Mas somente folhas das plantas de serralha, mais nenhuma, como a planta de serralha tem uma seiva branca e pegajosa que é altamente tóxica para os outros animais, mas não afetam em nada a lagarta, apenas tornando seu corpo altamente tóxico para os predadores, como pássaros."

from Wikipedia
outros link: Ecologia da Borboleta-Monarca
Borboletas em Portugal - A chegada da Monarca

O meu primeiro guarda-rios

De manhã cedinho, ao passear junto á Lagoa de Óbidos, encontrei este descontraído guarda-rios
(Alcedo atthis).

Depois de já ter visto muitas imagens magnificas que esta ave proporciona, tinha muita curiosidade de a encontrar. E finalmente vi-a ao vivo...



Estas imagens servem apenas para registar a emoção de o encontrar, pois não consegui melhor...




Como era hora do pequeno almoço, de vez enquando, dava um mergulho ali ao lado, voltando sempre ao seu poleiro. Lindo...



Salsola kali


Nome cientifico: Salsila kali L.
Nome vulgar: Barrilha-espinhosa; gramata;

Local: Lagoa de Óbidos

Planta anual, não muito frequente, encontrada na margem arenosa da lagoa de Óbidos.
É espinhosa e muito ramificada desde a base.
As folhas cilíndricas e alternas confundem-se com as brácteas florais, mas são mais estreitas. Ambas têm espinhos na ponta.
Faz parte das plantas pioneiras a colonizar as dunas, tal como a Cakile maritima.

Anagallis tenella

Nome cientifico: Anagallis tenella L. syn.: Lysimachia tenella
Nome vulgar: Persigueira

Local: Fonte da Mata das Mestras







Hypericum tomentosum

Nome cientifico: Hypericum tomentosum L.
Nome vulgar: Milforada peluda

Local: Mata das Mestras





Lavatera arborea

Nome cientifico: Lavatera arborea
Nome vulgar: Malvaísco; Malva-arbórea

Local: Peniche



Ononis mitissima


Nome científico: Ononis mitissima L.
Nome vulgar: Rilha-boi; Unha-gata

Local: Óbidos


Distribui-se pela região Mediterrânica, encontrando-se em locais secos e pedregosos. Tem porte erecto atingindo cerca de 60cm.